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"...é sempre melhor, no entanto, ser um tolo na moda do que um tolo fora de moda". Immanuel Kant

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Programa de Inovação do Texbrasil

Ser competitivo hoje não é mais uma questão de escolha, mas de sobrevivência. Em informe da ABIT, foram relatados resultados parciais do Programa de Inovação do Texbrasil,  cujo Núcleo de Inovação e Sustentabilidade visa desenvolver “ações para o fortalecimento da competitividade das empresas, nos mercados nacional e internacional, por meio da criação de valor das empresas brasileiras a partir do desenvolvimento de inovações em produtos, serviços, processos, gestão e negócios e da implantação de boas práticas no campo da sustentabilidade.”

Numa das falas, é dito que uma das missões do programa é estimular as empresas a exportar, com estratégias de agregação de valor a fim de trazer a diferenciação aos produtos, processos e serviços.

Acho extremamente necessário capacitar e aperfeiçoar o mercado - profissionais e empresas. No entanto, acho que quem tenta exportar, se depara com a falta de cultura de exportação e de possibilidades de competitividade em termos de preços.

Diferenciar para competir: esse é o caminho. Mas com o custo Brasil, parece que ainda vamos demorar a sermos competitivos em qualquer campo.


sábado, 27 de abril de 2013

Ter e ser


Todo dia que acordamos, parece que já existe uma lista de to do´s marcada de forma indelével na nossa mente. Dificilmente podemos acordar lentamente, nos espreguiçando, dando possibilidades ao nosso corpo e mente retornarem à consciência de maneira suave e natural. Ir à janela e observar como está o dia, não para saber qual roupa vamos vestir, mas para dizer bom dia ao mundo e a si mesmo.

Ao longo do dia, os eventos quase sempre suplantam as expectativas, e mesmo o maior planejamento quase sempre é posto abaixo pelos inúmeros acontecimentos fora dos planos que vão surgindo: a ligação do celular que leva uma eternidade, o trânsito que nunca nos surpreende positivamente, uma reunião que nos toma um tempo enorme e não leva a nada, a internet que dá pau e nos desconecta com o mundo, enfim, todos os contratempos que podem acontecer, mas que numa agenda mais que apertada, fazem com que tudo pareça conspirar contra nós.

 O dia de 24 horas acaba acossado por tantas tarefas e a sensação que fica é a de uma enorme frustração por não termos conseguido cumprir sequer metade da lista.

Tudo isto revela o excesso, a rapidez e o ritmo acelerado que vivemos. Para quê?

A sensação que tenho é a de que cada vez fazemos mais para termos mais. Termos o celular com mais recursos, a internet mais veloz, a TV com a melhor resolução (com os melhores pacotes de canais fechados), o carro com o melhor apelo, a bolsa que a celebridade usou, frequentar o restaurante da moda, e por aí vai.

Parece uma ironia, mas quanto mais possibilidades e facilidades a vida contemporânea nos traz, menos tempo temos para desfrutar tudo o que nos é oferecido. Usamos o tempo para cada vez fazermos e termos mais e mais.

Será esta a melhor forma de passar pela vida?
 
foto: Ben Ostrowsky
 

domingo, 14 de abril de 2013

Fashionistas


Quando nas primeiras vezes ouvi a menção da palavra fashionista, era clara a intenção de definir uma pessoa que era uma vítima da moda, uma seguidora ávida da moda, tal qual está numa das definições do Wikipedia. Sei que não é a referência mais confiável, já que esta enciclopédia livre é livre para disseminar fatos verdadeiros e também equivocados.

Mas bem lembro que neste início havia um entendimento pejorativo do termo que ao longo do tempo, estranhamente, foi se transformando em outra coisa. Hoje se fala de fashionista com muito orgulho, definindo uma pessoa antenada, uma seguidora das últimas tendências.

Note-se que continua sendo uma seguidora. Uma pessoa que talvez de tanto seguir, crie uma angústia de nunca estar no ponto certo. O que será que ela segue? O quão longe ela está? Afinal, quem segue está atrás.

Entender como funcionam as coisas é difícil. Eu mesmo vivo tentando. O redirecionamento do termo, a meu ver, tem muito a ver com o universo blogueiro que cresceu de forma inacreditável a partir dos anos 2000, quando opiniões de personal style bloggers passaram a guiar legiões de leitores que seguem religiosamente seus veículos que incessantemente sugerem o look do dia, o que vestir, o que calçar, o que comer, que maquiagem usar, onde ir, enfim, que estilo de vida ter. 

Será que é tão difícil pensar por si só? Será que é tão difícil entender quem é você mesmo? O que fica legal em você? Alguém tem que dizer isto para você?

Poderia até ser. O problema é que quase todas estas opiniões, sugestões e superexposições de suas imagens parecem muito comprometidas. Metodologias de ranqueamento que medem visitas ao blog, sucesso no marketing afiliado (ato de usar links rastreáveis ​​para obter uma comissão sobre os produtos vendidos, porque você escreveu sobre um produto ligado a eles), menções na imprensa e outras coisitas dão o status do blogueiro. 

Então como se pode dizer que as validações do que ser e do que vestir podem ser isentas?

Seguir desta forma parece mesmo estar sempre andando atrás...

http://www.northrup.org/photos/boston/5/

quarta-feira, 27 de março de 2013

Blog de moda


Isto aqui é um blog de Moda. Moda e Design para ser mais precisa. Mas aqui entra um pouco de cultura, comportamento, diversos assuntos relativos ao setor da Moda e também indignação. Sim, indignação! Hoje li uma reportagem da Valor Econômico online do ano passado (que foi postada no FB), intitulada Coach de blogueiras que me deixou estupefata.


Não tenho nada contra ensinar alguma coisa, muito pelo contrário (até porque sou professora), mas ensinar moças endinheiradas a virarem blogueiras de moda? Pensei que já tinha visto muito coisa, mas a possibilidade da surpresa sempre existe.

Procuro entender as diferenças, opiniões e entendimentos divergentes sobre o mesmo assunto. É assim que se vive em sociedade, exercendo a possibilidade do convívio civilizado entre seres tão diferentes. Alguns gostam de preto, outros de branco. Uns falam baixo, outros alto. Uns agridem, outros não. Umas diferenças são mais fáceis, outras, nem tanto.

Nestes tempos do contemporâneo, as diferenças se acentuam pela exacerbação da individualização e também pela facilidade de expressão. A internet trouxe possibilidades que há alguns anos seriam impensáveis. Eu, por exemplo, escrevia em jornais que meia dúzia de pessoas lia, já que ter um espaço numa mídia de alcance era para poucos.

Hoje todo e qualquer cidadão pode se expressar pela internet, fácil e gratuitamente. Isto é maravilhoso, já que permite que o que nos chega ao conhecimento não seja apenas o que a mídia oficial escolhe (ou queira que saibamos).

Mas transformar veículos de expressão em diários abertos da vida de moças entediadas com seus excessos parece um pouco demais.

Aí respiro fundo e repito para mim mesma: o planeta é de todos, até porque elas chegam a ter 100.000 acessos dia. Parece que o look do dia é uma coisa muito importante.

Vai ver que eu ainda não entendi.